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Winning Eleven 6 - Winning Eleven 6 J-league
Winning Eleven 6 - PS2
Introdução:
A Konami é uma casa famosa nos games, atuando desde a época do NES, MSX e outros consoles de antigamente. Os games na lista incluem os clássicos Gradius, Parodius e as primeiras versões de Metal Gear. Em tempos mais recentes, fomos presenteados com a série Castlevania, destacando especialmente o maravilhoso Symphony of the Night, para o Plyastation: um dos melhores Castlevanias de todos os tempos. A evolução da empresa continua, Metal Gear Solid ainda para o PSX foi uma revolução em termos de gráfico, história, jogabilidade, produção, ou seja em praticamente todos os conceitos imagináveis. Saindo um pouco dessa linha típica de ação/aventura estão os games de esporte. Ora, quem não se lembra de International Super Star Soccer para o SNES? Ou dos primeiros Winning Eleven para PSX, que possuiam apenas a J-League? Aproveitando o gancho, é hora de falar de Winning Eleven, pois, afinal de contas, o review é do Winning Eleven 6, e não sobre a história da Konami. Pois bem, continuando a seqüência lógica de jogos, tivemos Winning Eleven 5, Winning Eleven 5-J League e Winning Eleven 5 Final Evolution. Winning Eleven 5 é 'apenas' o sucessor da série, representando uma nova geração de games numa igualmente nova geração de consoles. A versão J-League é idêntica à de WE5 comum, mas trata somente da liga japonesa de futebol, esquecendo o resto do planeta. O terceiro a ser citado é o Final Evolution, uma versão melhorada e melhor balanceada que o WE5 normal. Chega de falar do passado, vamos agora conversar sobre o presente, brilhantemente representado pelo Winning Eleven 6, lançado dia 25 de abril nas terras nipônicas. Em ano de Copa do Mundo, todos os games e o marketing andam mais rápido, isso explica o tempo relativamente curto entre WE5-FE e WE6. Além disso, a Konami mostra que seu departamento de publicidade está bem informado. WE6 saiu pouquíssimo tempo depois que seu concorrente direto nos consoles: Fifa World Cup 2002. Tendo em vista que esse não é um texto comparando os dois jogos, vamos enfim iniciar o review de WE6. Gráficos:
Ao longo de toda a série Winning Eleven, eles sempre evoluem entre as versões dos games, com WE6 não poderia ser diferente. Os jogadores possuem maior número de polígonos em seus corpos, especialmente nos rostos. Outro detalhe interessante fica por conta da grama: ela mudou bastante entre WE5 e WE5-FE. O caso é que a grama do WE5 era meio 'chapada', pregada na tela sem muito cuidado. WE5-FE tentou resolver a situação com um tipo de grama 'volumétrica', disposta em placas espalhadas pelo campo. Infelizmente, devido aos problemas de anti-aliasing do PS2, a idéia não pode ser executada como originalmente planejada. Sendo assim, WE5-FE possui gramados meio 'piscantes' e serrilhados em alguns dos estádios. Graças aos deuses, ou melhor, ao mestre Seabass Takatsuka e sua equipe, esse problema foi resolvido em Winning Eleven 6. A grama voltou a ser um longo tapete verde disposto em uma única peça. Note também que existem diversos padrões para o corte da grama, assim como as condições climáticas também alteram cada padrão. Para acompanhar os belos gramados, foram criados obviamente belos estádios. Aliás, criados não, o caso é que eles foram reproduzidos. Locais clássicos do mundo futebolístico foram fielmente representados, em especial os estádios onde será disputada a Copa. Mas nem todos os estádios são nipo-coreanos, afinal de contas não seria muito realista disputar a Master League ou torneios de cada continente, como Copa América, Copa da África, Asia e Europa, em estádios japoneses. Por essa razão o game também trouxe estádios na Europa, um na África e o estádio argentino do time Boca Juniors, se me recordo corretamente. Para encher os tais estádios, o game disponibiliza opções de torcida (confiram na tradução de menus e telas do game, que estará pronta daqui a alguns dias). A torcida pode estar 100% a favor do time da casa, ou do time que o jogador humano controla, ou ainda 50% para cada lado. Quanto ao gráfico da mesma, ainda é utilizado o esquema de sprites sentados na arquibancada. E porque não usar torcida tridimensional nas primeiras fileiras, como em, por exemplo, NHL 2002? Ora, a razão é bastante simples. No caso do NHL, são 12 jogadores em campo, numa quadra pequena e com estádios muito menores. Sendo assim, 'sobra' poder de processamento por parte dos videogames para representar banco de reservas, técnicos e as primeiras pessoas da torcida com polígonos. No caso de WE6 e dos demais games de futebol, temos 22 jogadores em campo, batendo bola, que é mais difícil de ser renderizada do que o puck de hockey, estádios muito, muito maiores e o fato de que todos eles devem movimentar-se de modo realista. Comparações à parte, o gráfico de WE6 'segura a onda' muito bem. São realistas ao ponto de ser possível reconhecer o jogador olhando para o seu rosto. Ao jogar com o Brasil, você vai saber que o Roberto Carlos é ele mesmo muito antes de ver o número da camisa ou olhar o nome no canto da tela quando ele pega na bola. Basta reparar nos meiões mais longos, chuteiras brancas, careca e no formato do corpo. Essa regra é usada para diversos jogadores. Ainda no exemplo do Roberto: quando ele vai bater uma falta, toma distância maior do que os demais jogadores, corre e dá aqueles passinhos antes de bater na bola. Pense bem, quantos jogos possuem esse cuidado ao recriar digitalmente as 'firulas' (ou 'mungangas', se você preferir) dos jogadores famosos? Fechando o departamento gráfico com os clássicos filmes, Winning Eleven 6 possui uma surpresa inigualável. Claro, o primeiro game de futebol a usar músicas de artistas na abertura não foi WE6, mesmo assim, é a abertura mais chocante desde Fifa 98 com Song Two, do Blur (você sabe, aquela música do 'woohoo'). Voltando ao WE, os fãs da boa música devem preparar seus corações, os fãs de Queen, coitados, esses devem estar sentados com alguns calmantes à tira colo. A música escolhida foi 'We Will Rock You', um dos maiores sucessos do quarteto britânico. Eu, particularmente, como fã da banda, fiquei emocionado ao iniciar o jogo e curtir um vídeo onde o som da música é sincronizado com as imagens na tela, ainda mais por se tratar de uma música desse tipo. A outra surpresa fica por conta do final do game, para não cortar o barato, eu vou deixá-los procurando, porém, trata-se de mais uma bela composição do Queen. Som e Música:
E falando em Queen, vamos conversar sobre o departamento sonoro. Infelizmente só existem essas 2 canções, entretanto, os menus e telas de opções são embalados ao som da típica música techno/dance. Nada que mereça muito destaque, pois trata-se apenas de música genérica. Os sons dentro do campo estão mais vivos do que nas versões anteriores. Desde o pontapé inicial ao baque de um chute bem dado, todos os sons mostram-se competentes e realistas. De maneira intrigante, Winning Eleven 6, assim como muitos games de futebol, não representam bem o som da bola batendo na trave. As traves de WE parecem madeira fina e antiga, daquelas usadas em caixotes para frutas. Antes que alguém mande e-mails para o site furioso comigo e as caixas de fruta, deixem-me reiterar. Não é por isso que o jogo é ruim ou deve ser motivo de gozação, muito pelo contrário: WE6 está anos luz à frente dos demais games de futebol, especialmente pela sua jogabilidade. Continuando a saga, o mestre Jon Kabira apresenta-se para mais um jogo da série WE. Possivelmente o Galvão Bueno/John Motson do Japão, Kabira possui linhas clássicas e cheias de vida. Talvez seja um caso de 'ame ou odeie', justamente pelo seu jeito engraçado. Especialmente aos ouvidos dos brasileiros, Kabira não fala nada com nada, balbuciando palavras engraçadas e transformando o nome dos jogadores em verdadeiros trava-línguas. Ora, é exatamente aí que está a graça de tê-lo como narrador! Onde mais vamos nos deliciar ouvindo Burajiru (Brasil), Ronarudo (Ronaldo) e as fantásticas e cantaroladas comemorações de gol? Jogabilidade:
Sempre um trunfo quando o assunto é Winning Eleven. Os controles são basicamente os mesmos de WE5-FE, com algumas diferenças mínimas, especialmente no que diz respeito à sensibilidade e aos novos movimentos. As configurações de controle são bem extensas. Existem, por exemplo, 5 configurações para passes longos, 2 ou 3 para o botão de chute e várias outras características que permitem ao jogador adaptar a engine de WE aos seus gostos pessoais. Falando em adaptação, o modo Edit está mais completo do que nunca. Pode-se criar times, jogadores, mudar seus nomes, atributos e assim por diante. Como de costume, isso já havia sido realizado pelos games ocidentais a algum tempo, mas um Edit Mode mais profundo realmente fazia falta ao WE. Sobre os modos de jogo, temos as opções de sempre, Match, League, Cup,Master League e Training. O modo Training também passou por mudanças profundas. Ainda existe e Free Training e o Tutorial, e foi adicionado o Challenge. Trata-se de 6 exercícios e mais um secreto. Você vai aprender os fundamentos, indo de como conduzir a bola, passando pelos diferentes tipos de passe e culminando em difíceis cobranças de falta. O sétimo modo Challenge justa os 6 desafios em seqüência e no final mostra o somatório dos pontos obtidos. Ainda falando sobre o Training, vamos ao Tutorial. Ele funciona do mesmo modo que o anterior, Kabira vai explicando e você deve apertar os botões e observar a ação que ocorre na tela. É ótimo para os iniciantes ou para adaptar os veteranos e refrescar a memória. Como já mencionados, os diversos modos de jogo possuem sub-categorias. Por exemplo: escolhendo Match você entra num menu para definir se você quer disputar uma partida de exibição amistosa, com seleções, clubes, times All-Star ou da Master League, ou cobrança de pênaltis com clubes e seleções. É nesse ponto que está o trunfo de WE: existem diversos campeonatos e eventos a serem disputados, indo de torneios continentais, mundiais e a fictícia Konami Cup. Claro que quantidade e qualidade nem sempre andam juntas. Pode ficar tranqüilo, no caso de WE elas estão de mãos dadas. O sistema de física por trás do game é realmente impressionante. Você pode colocar efeito na bola e vê-la girar apropriadamente. Pode driblar os zagueiros apenas fazendo a jogada no 'contra-pé' dos mesmos, de modo que eles vão perder tempo freando e retomando o movimento na direção oposta. Ou seja, nada de correr à toda velocidade e fazer curvas em forma de 'U' ou de 'L' por aqui, o engine é real por não permitir esse tipo de coisa, mas não se esqueça que é um videogame, e ainda assim permite que algumas jogadas cinematográficas aconteçam. Realista, porém divertido. Esse é o espírito que domina a série WE. Em mais uma amostra de sua competência, a Konami, mais especificamente a KCET, conseguiu balancear esses dois fatores. A maioria dos jogadores brasileiros não dominam a língua japonesa, logo, podem ficar com receios de comprar WE6, mas não temam! Em breve será lançado aqui no site mais um especial com as traduções desse fantástico game. Enquanto a nova tradução não chega, é possível usar a tradução realizada para WE5-FE, pois a grande maioria dos menus é semelhante. Conclusão:
Winning Eleven 6 é um game imperdível para os fãs da série. Aliás, alguns postadores aqui do fórum estavam tendo problemas de ah, digamos, ansiedade com o lançamento de WE6! Esse jogo é para todos vocês, fãs de Winning Eleven e do bom futebol! Winning Eleven 6 J-League - PS2
Introdução Distribuidor: Konami Programador: Konami Tokyo Categoria: Futebol Plataforma: Playstation 2 Idioma: Japonês J-League Winning Eleven 6 é a atualização anual da série Winning Eleven focada no campeonato japonês de futebol, onde jogam figurinhas como Marcelinho Carioca e Edmundo, o animal. Esta sub-série J-League costuma interessar mais aos fãs incondicionais de Winning Eleven, não apenas por ser dedicada a um campeonato que pouco interessa aos ocidentais, mas principalmente por preceder em poucos meses a atualização definitiva de cada “episódio” de Winning Eleven, na versão Final Evolution.
A não ser que você tenha olhos puxados, ou se chame Zico, um Winning Eleven com Kashimas Antlers, Jubilos Iwatas e Gambas Osakas não é a coisa mais atraente do mundo, embora seja inegável que o futebol oriental tenha seus encantos. Porém, olhando além do fato do jogo ser dedicado à liga japa, descobrimos que J-League Winning Eleven 6 serve para introduzir mudanças interessantíssimas à série Winning Eleven, a começar pelo óbvio: O visual JLWE6, como já era de se esperar, melhora a animação de WE6 com mais quadros e movimentos novos. A movimentação em geral está mais suave e bonita, e os jogadores reagem de forma bem realista às situações vividas na partida. Por exemplo, quando você dá um passe errado, o jogador que iria receber a bola olha para o céu decepcionado, ou quando um jogador é obstruído pelo outro, ele se desequilibra, girando em torno do próprio eixo. A cada edição o jogo fica mais sofisticado e realista. JLWE6 traz pequenos detalhes, mas cada pequeno detalhe é muito bem feito, e impressionante para quem aprecia o futebol. O WE do drible Outra mudança já esperada foi feita na jogabilidade. O jogo ficou ligeiramente mais lento (o que não é ruim) e o drible, que já fora uma grata novidade em WE6, está ainda melhor. Este é o melhor WE já feito para quem gosta de driblar. Coisas impensáveis nas edições anteriores, como driblar três jogadores em seqüência agora não apenas são possíveis mas também se tornaram comuns para quem tem um especialista na frente, como Ronaldo ou Owen (jogadores dos times secretos do jogo). Até mesmo uma desgraça nipônica da segunda divisão da J-League é capaz de dar seus driblinhos. O drible melhor tornou o jogo mais divertido não só para quem ataca, mas para o jogo defensivo, que era até então exageradamente fácil. Quem estava acostumado a trombar no adversário e sair com a bola ou cometer uma falta vai descobrir que isso não funciona mais. Agora é recomendável prudência e atenção na hora de acompanhar o adversário, antes de dar o bote. As faltas também passam a acontecer com menor freqüência, graças a Deus. E o defeito mais incômodo de WE6, a dificuldade exagerada de superar a barreira na cobrança de falta, foi eliminado. JLWE6 ainda tem um pouco de inércia demais e domínio de bola às vezes complicado - características que aparecem em todos os J-League até hoje. Pelo histórico da série, são detalhes que a Konami deve balancear num provável WE6 Final Evolution no final do ano. Menções honrosas Alguns outros detalhes que merecem menção: - O narrador Jon Kabira continua insano, mas praticamente não fala os nomes dos jogadores (o que é estranho); - Há onze times internacionais secretos no jogo, 3 ingleses, 4 italianos (a Inter aparece desta vez), 2 espanhóis e 2 alemães. Todos desatualizados; - Os estádios japoneses são sempre os mais bonitos da série, e em JLWE6 não é diferente; - O corte de cabelo ridículo do Ronaldo está disponível. - Alguns times da J-League parecem desatualizados. Marcelinho Carioca está no jogo, mas Edílson, por exemplo, não.. J-League Winning Eleven 6 é o aprimoramento muito bem feito de um jogo que já era bom demais. O fato de ser baseado na liga japonesa de futebol e a “sombra” de WE6 Final Evolution, que deve ser lançado até o final do ano, são os únicos motivos para ignorá-lo. Fora isso, é mais um show de bola do time konamista digno de apreciação.
Prós: + Dribles mais fáceis deixam a jogabilidade ainda melhor; + Animações bem realistas. Está ficando cada vez mais bonito de ver; + Por ser derivado de Winning Eleven 6, é quase sempre bem balanceado. Contras: - É um jogo focado na liga japonesa de futebol, não se esqueça disso; - Há pequenos detalhes para melhorar, principalmente no domínio da bola; - WE6 Final Evolution (WE6 FE) deve sair até o final do ano, e será melhor.
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